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Manuela Degerine nasceu em Lisboa, licenciou-se em Filologia
Românica na Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora em Queluz
e em Macau; ensina agora o português em França.
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Obra
Romances, Contos, Crónicas, Artigos
Romances
A curva do O , Lisboa,
Difel, 1991, ISBN: 972-29-0234-2
Jardins de Queluz, Lisboa, Difel, 1994,
ISBN: 972-29-0310-1
A Dúvida e o Riso, Lisboa, Difel, 1997,
ISBN: 972-29-0371-3
Uma Gota de Orvalho, Lisboa, Difel, 2000,
ISBN: 972-29-0513-9
O Peixe Sol, Lisboa, Difel, 2002, ISBN:
972-29-0588-0
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A curva do O,
Lisboa, Difel, 1991, ISBN: 972-29-0234-2 (esgotado)
Temas: Mito de Don Juan; Paris;
errância; solidão; desencontros; os outros; a mulher; paixão;
sociedade de consumo.
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A acção decorre em Paris. Jorge, a personagem principal,
professor de português num liceu, frequenta as bibliotecas parisienses
em busca de aventuras. Um dia, na biblioteca do Centro Georges Pompidou,
encontra Hélène...
Don Juan numa sociedade sem Deus. A que inferno está o personagem
condenado?
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Jardins
de Queluz, Lisboa, Difel, 1994,
ISBN: 972-29-0310-1 (esgotado)
Temas: a mulher; mãe e filha; mudança;
Queluz; errância; desencontros; os outros; a criação; a sociedade
de consumo.
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Clara e Carlos viveram juntos durante dez anos;
um dia, Clara parte. Narração alternada: Clara e Carlos contam o
que separadamente vivem. Surpresas, aparências, acasos. Clara vai
até ao Porto, passa pela aldeia onde a mãe nasceu, regressa a Queluz;
Carlos fica em Queluz - onde a partida de Clara produz peripécias
inesperadas.
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A Dúvida e o Riso,
Lisboa, Difel, 1997, ISBN: 972-29-0371-3 (esgotado)
Temas: enigma; os outros; intolerância;
racismo; o estrangeiro; a mulher ; errância; emigração; Paris;
região de Paris; o ensino do português em França; roman
noir; subversão do romance policial.
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Este romance constitui com Uma Gota de Orvalho um
díptico sobre o dilema dos expatriados: ficar/partir. Alice,
a personagem principal, é uma portuguesa que vive em França por
ter casado com um francês; o marido morre. Alice pode regressar
a Portugal, mas decide ficar em França.
Num dos liceus onde dá aulas, Alice assiste a algo que não compreende
bem, que vai desencadear uma sucessão de eventos: ameaças, insultos,
provável tentativa de assassinato... Que ocorre naquele liceu? Quem
é culpado? Quem é aliado? Quem é vítima? Que conclusão pode ela
tirar?
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Uma Gota
de Orvalho, Lisboa, Difel, 2000,
ISBN: 972-29-0513-9
Temas: emigração; os outros; errância;
desencontros; a mulher; família; incesto; paixão; sociedade
portuguesa; Queluz.
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Rosina é uma amiga de Alice - que parte. Viveu em
França durante mais de quinze anos; por se ter divorciado, vai para
Queluz: encontra-se num país para ela quase estrangeiro, a estranha
familiaridade que todos os expatriados conhecem. Estrutura do
romance: na primeira parte a narração é feita do ponto de vista
das personagens que Rosina vai encontrando (cada capítulo tem o
nome da personagem que vê e subjectivamente avalia) - Rosina encontra-se
como uma sinistrada, sem rosto nem voz própria. Na segunda parte
a narração segue o ponto de vista dela (reapropriação de uma identidade,
através de peripécias sentimentais, familiares, casos e acasos diversos).
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Hugo Horta vive em França, trabalha numa biblioteca, lê, pensa e
passeia. Sente-se firme no asfalto onde assenta os pés e na sua
concordância com o género feminino, quando numa festa encontra Luzia
e Sophie.
Nos quinze capítulos que vão de uma a outra festa reunindo as mesmas
personagens, o leitor acompanha Hugo Horta no seu diário ou na ficcionalização
daquilo que ele vive, deseja e imagina. O romance conta a leitura
e a escrita, o olhar que Hugo Horta poisa nas mulheres, o mal-entendido,
a aparência, o desencontro, o enigma, a paixão, a morte…
Durante três meses, Hugo Horta procura uma mulher que não conhece
e confronta-se com os segredos de uma família. A narração recua
até à sua descoberta de Paris, traça a biografia de Basile Hermès,
o precedente proprietário do apartamento onde vive, relata encontros
com Marinha, escritora, professora e amiga de Hugo, evoca Yasuo,
japonês lusófono, e Prudence, pintora belga…
Hugo Horta saberá encontrar o Peixe Sol?
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Contos
Buracos do Tempo,
revista Macau, Novembro de 1994
O Muro, O Escritor,
nº 15/16/17, Março 2001
Eléctrica Mensagem,
Textos da Diáspora, Avinus Verlag, Berlim, 2002
Combate,
aguasfurtadas, nº 7, 2004
para publicar:
A Herança
Jacinta
O Caroço de Cereja e Outros Contos
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Crónicas
Publicadas na revista Macau (1994/1995).
Tema: Macau.
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Artigos
CASTRO (Julião Pereira
de), Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira,
Actualização de História
"Era o meu amigo comunicando"
ou uma previsão do futuro, O Escritor, nº
15/16/17, Março 2001
O Conquistador de Almeida
Faria em Sete Pontos, aguasfurtadas,
nº6, Abril 2004
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"Eu olhava acima da lareira a tela representando
uma mulher sem rosto. Ilídio Salteiro, o pintor e amigo da
Marinha."
(O Peixe Sol, pagina 142) |
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| Desenho de Dora Iva Rita para O Peixe Sol |
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